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Serviços Financeiros

Fintechs em aceleração na América do Sul

Investimentos em startups de produtos financeiros cresceram na região. Confira os resultados.

6 de dezembro de 2021
ilustração de uma moeda dourada

Os investimentos no mercado global das startups de produtos financeiros, as fintechs, cresceram 13% entre o segundo semestre do ano passado e os primeiros seis meses de deste ano, passando de 87 bilhões de dólares para 98 bilhões de dólares.  É o que aponta o relatório “Números recentes de investimentos em fintechs: do global ao regional”, produzido pela KPMG.

Segundo o estudo, a pandemia e as medidas que os países precisaram adotar para lidar com os efeitos da covid-19 tiveram um impacto positivo na aceleração digital, na transformação das organizações e, principalmente, na taxa de criação e desenvolvimento das empresas digitais, estimulando os investimentos no setor.

América do Sul
O continente americano  representou 52% do valor total registrado no período e a América do Sul contribuiu com cerca de US$ 3,4 bilhões (o equivalente 7%) de 67 negócios. A região se  adaptou às tendências globais e as estatísticas de investimentos em fintechs apontaram expressivos negócios firmados por empresas locais. O  Brasil foi o mercado com a maior atividade no período de referência (mais de US$ 3 bilhões) e houve também atividade de investimento em fintechs na Argentina, Chile, Equador, Colômbia e Uruguai.

Segundo o relatório, o número de bancos digitais e das empresas associadas aos subsetores deste mercado cresceu de maneira acelerada, especialmente em soluções de meios de pagamento a partir de investimentos privados e daqueles realizados por meio de capital de risco e de novas fusões e aquisições.   

“Com a melhora no ritmo de vacinação da maioria dos países e a implementação das medidas de combate aos impactos da pandemia, a expectativa é de que o processo de recuperação econômica acabe pressionando a taxa de investimento local no curto e médio prazos, beneficiando a dinâmica associada às empresas de tecnologia e permitindo que a região aumente a participação nos investimentos em fintechs”,  avalia Ricardo Anhesini, sócio-líder de Serviços Financeiros da KPMG na América do Sul.  No entanto, ele alerta que, embora as perspectivas sejam promissoras, os efeitos nocivos da pandemia sobre algumas economias mais frágeis merecem atenção, pois podem postergar o desenvolvimento desses importantes setores e atrasar investimentos.

Confira os resultados do relatório aqui.

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