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Consumo e Varejo

Cadeia nacional de abastecimento em debate

Primeira edição do Fórum ABRAS reuniu autoridades do governo, lideranças do setor e especialistas em ESG.

22 de junho de 2021
forum abras esg

O 1º Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento, promovido pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), com apoio especial da KPMG, aconteceu no dia 17 de junho e reuniu as principais autoridades e lideranças dos setores que compõem a cadeia de suprimentos.

João Galassi, presidente da ABRAS, abriu o evento com agradecimentos a todos que se dedicaram a participar do encontro online para promover um debate colaborativo, com o objetivo de compreender os principais desafios para todos os elos da cadeia de suprimento nacional, analisando também as oportunidades e propostas de soluções para esses desafios.

As recentes mudanças no mundo mostram que é preciso ação para a transformação. Ser provocativo, visionário e disruptivo fará a diferença nessa nova realidade. Os aspectos ESG propõem a busca por melhores práticas ambientais, sociais e de governança. Pensando nisso, o evento direcionou os debates em torno do ESG e também dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS17).

A primeira mesa de debates, sobre “A dimensão e importância da cadeia nacional de abastecimento”, reuniu profissionais do setor com os agentes do governo: Tereza Cristina, ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Paulo Guedes, ministro da Economia; João Roma, ministro da Cidadania; e Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente. Os painelistas concordaram que o principal desafio da cadeia de abastecimento é o desperdício de alimentos e que a solução seria conectar o mapa da fome com o mapa do desperdício. Entre outros desafios, estão redução de custos, logística, garantia de qualidade e segurança dos produtos, agricultura familiar.

ESG em foco

“A agenda ESG tem conexão forte com a vontade de resolver problemas complexos. Os problemas seguem aumentando, e precisamos que todos os agentes colaborem para achar soluções”, destacou Nelmara Arbex, sócia-líder de ESG da KPMG no Brasil, durante a mesa de debates sobre “Origem, significado e importância do ESG”. Segundo a sócia, quando pensamos na cadeia de abastecimento, pensamos em uma grande rede de companhias, logística e distribuição, e os aspectos ESG vêm sendo integrados em todos os processos.

Também participaram da mesa: Gilson Finkelsztain, CEO da B3; Sonia Consiglio Favaretto, SDG Pioneer Rede Brasil do Pacto Global; e Amaury Oliva, diretor de Sustentabilidade, Cidadania Financeira, Relações com o Consumidor e Autorregulação da Febraban. Os profissionais explicaram como a agenda está em debate no mercado há anos e está em evidência porque vivemos um momento de urgência com as mudanças climáticas e impactos da pandemia.

Conhecimento e liderança são indicados como fundamentais para a adoção efetiva do ESG, mas também são pontos desafiadores. Por isso, é preciso compartilhar conhecimento e reforçar o apoio das lideranças, com o entendimento de como relacionar as ações empresariais a um plano de adaptação para combater as mudanças climáticas, apoiar a sociedade e fortalecer a governança.

Perspectivas dos CEOs e consumidores

Entre as mesas de debate, Fernando Gamboa, sócio-líder de Consumo e Varejo da KPMG no Brasil e na América do Sul, compartilhou uma mensagem importante para complementar a discussão sobre o tema ESG. “O evento não poderia ser mais relevante e oportuno. Relevante pela qualidade dos palestrantes que superaram as expectativas de todos, que já eram elevadas em virtude da tradição da ABRAs em reunir sempre as melhores vozes de cada área em seus eventos. E oportuno, uma vez que, infelizmente, não sabemos por quanto tempo ainda vamos lidar com os desdobramentos da pandemia e sua influência sobre o modo de vida”, destacou.

Segundo Gamboa, dificilmente voltaremos ao mundo como era antes da pandemia, e essa também é a impressão de 1 entre 4 líderes empresariais que participaram do estudo Global CEO Outlook Pulse Survey 2021, produzido pela KPMG. O estudo aponta que 96% dos CEOs estão procurando aumentar o foco no componente social dos seus programas de ESG, enquanto 89% buscam manter os avanços obtidos durante a pandemia nas questões relacionadas à sustentabilidade e às mudanças climáticas.

A opinião dos consumidores também é fundamental para a agenda ESG. O estudo “Consumo e Varejo na América do Sul: principais tendências para 2021”, da KPMG, evidencia como os consumidores consideram o valor da experiência para além do produto ou serviço. “O ‘bom e barato’ não deixou de ser importante, mas o consumidor também almeja que os produtos que adquire e os serviços que contrata estejam de acordo com seus próprios valores e propósitos. E este alinhamento de valores é o que cria laços de confiança”, explicou Gamboa.

Governança corporativa

A governança é o sistema de liderança e monitoramento das organizações. Uma boa governança gera bons resultados, e as mudanças provocadas pela pandemia aceleraram a jornada de conexão da governança com a sustentabilidade. Esse foi o tema debatido na mesa sobre “Governança corporativa no contexto ESG”.

Ao falar de cadeia de suprimentos, a governança deve estar no centro e ter a sustentabilidade como um caminho estratégico. Para Sebastian Soares, sócio-líder de Governança Corporativa da KPMG no Brasil, “é na governança que estão as pessoas com autoridade de decisão sobre ESG, e os representantes da empresa precisam ter essa visão. E um dos caminhos relacionados à governança e ESG é a necessidade de simplificar engajamento e propósito”.

Durante a mesa, os painelistas também abordaram a importância da diversidade nas lideranças e da transformação digital, dois fatores que proporcionam novas perspectivas para os negócios. Participaram da mesa os profissionais: Valéria Café, diretora de Vocalização e Influência do IBGC; Fabio Henrique de Sousa Coelho, presidente-executivo da Amec (Associação de Investidores no Mercado de Capitais); Alexandre da Costa Rangel, diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM); Antônio Carlos Pipponzi, presidente do Instituto ACP; Waldir Beira Júnior, presidente-executivo da Ypê; e Jorge Faiçal, CEO do GPA.

Ao longo do dia, o evento abordou, também, temas como: impacto socioambiental, case de sucesso da cadeia de abastecimento e posicionamento institucional da cadeia de abastecimento para ESG.

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