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KPMG Private Enterprise abre série sobre Emerging Giants

Startup Inloco criou nova identidade digital.

28 de setembro de 2020

A implementação perfeita da internet das coisas, ou seja, a interação total da tecnologia aos objetos vai ser integrada de tal forma no dia a dia que passará a ser imperceptível para as pessoas. Chamada de computação ubíqua, essa tecnologia vem sendo desenvolvida por diversos profissionais e tem em André Ferraz um de seus grandes expoentes.

CEO e cofundador da Inloco, esse jovem pernambucano comanda sua startup do Vale do Silício, nos Estados Unidos, reduto das empresas inovadoras de tecnologia.

A Inloco tem operações no Brasil, México e Estados Unidos e é uma referência no desenvolvimento de tecnologia de geolocalização indoor. “Nós criamos uma nova identidade digital para as pessoas com base na maneira como elas se movimentam, porque esse é um comportamento único para cada pessoa, e usá-la para conseguir autenticar com segurança na internet das coisas”, comenta.

Nesse podcast, você conhece um pouco mais da trajetória de André Ferraz e da Inloco, que conquistou seu espaço a base de muito esforço, percalços e, por que não, uma boa dose de intuição.

Essa é a primeira de uma série de áudios realizada pela prática de Private Enterprise sobre as Emerging Giants. Esse episódio foi conduzido por Carolina Oliveira, sócia-diretora de Private Enterprise e Robson Del Fiol, sócio-líder de Emerging Giants da KPMG no Brasil. Confira:

 

Acompanhe a transcrição do podcast:

Vinheta: Tecnologia, inovação, insights, planejamento, rentabilidade. Histórias de startups que vão além. Conheça o universo das Emerging Giants aqui na série KPMG Private Enterprise.

Carolina Oliveira: Olá, meu nome é Carolina Oliveira e esse é o nosso podcast KPMG Private Enterprise, o lugar onde nós fazemos entrevistas com grandes empreendedores do Brasil para contar um pouquinho sobre os segredos e curiosidades daquelas empresas que mais crescem no Brasil. E é isso, existem muitas empresas crescendo aqui no Brasil e nós aqui estamos procurando essas empresas, conversando com elas e trazendo para vocês um pouco do que tá acontecendo, planos, histórias e curiosidades. Esse é o nosso primeiro episódio e eu tenho a honra de dividir esse espaço com o Robson Del  Fiol, sócio da KPMG que tem também dividido vários projetos audaciosos aqui comigo na KPMG, né Robson, conta para gente o que, afinal são as emerging giants.

Robsol Del Fiol: Obrigado, Carol, pelo convite. É um prazer estar contigo, como eu costumo falar,  “tamo junto” nessa jornada de empreender e de ajudar também os nossos empreendedores brasileiros a desenvolver seus negócios. O Emerging Giants é uma iniciativa Global da KPMG que também está presente no Brasil e faz parte do programa de Private Enterprise. A  gente identificou aqui, a partir de um trabalho de monitoramento do ecossistema, um perfil de startups que têm uma grande probabilidade de serem grandes empresas, que estão nesse linear de crescimento mas que ainda precisam de vários tipos de apoio, de vários tipos de suporte que a KPMG pode oferecer nessa jornada de crescimento, nessa jornada de disrupção de inovação.

Carolina: Hoje a gente está aqui com o André Ferraz, cofundador e CEO da Inloco. André é formado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco. Ele começou a empreender com 19 anos de idade, aplicando os conhecimentos que adquiriu na faculdade com computação ubíqua e tecnologia focada em geolocalização indoor. O André hoje está morando no Vale do Silício, comandando as operações da Inloco nos Estados Unidos, no México e no Brasil. André, muito obrigada pela sua participação. você é nosso primeiro entrevistado aqui e nós adoraríamos conhecer um pouquinho mais da sua história. Então, conta pra gente quem é você e também como surgiu a Inloco.

André Ferraz: Bom, primeiro de tudo eu queria agradecer o convite, prazer está aqui com vocês, prazer falar com a audiência da KPMG. Contando rapidamente sobre meu histórico e o início da empresa, eu sempre estive muito próximo da computação e de tecnologia de forma geral porque o meu pai é professor de Ciência da Computação na mesma universidade, então acabei tendo bastante acesso a esse tipo de informação muito cedo e sempre fui fascinado pelo tema. Mas eu diria que, no começo da história, eu meio que fui para o lado negro da força, mais no sentido de quebrar do que construir aplicações. Então, eu acabei me interessando muito pelos aspectos de segurança e vulnerabilidade e como os sistemas poderiam ser tão frágeis e fáceis de ser burlados. E o que me impressionou muito nesse começo foi justamente a facilidade de fazer isso. Eu era literalmente uma criança quebrando os sistemas que aparentemente eram bastante robustos, o que me deixou bastante assustado na época, mas ao mesmo tempo me motivou para a computação justamente para tentar construir sistemas mais seguros. Então, essa foi uma  motivação Inicial.

E isso conecta com a criação da empresa, porque na época que a gente começou, eu estava na faculdade com meus sócios  e a gente estava fazendo pesquisa nesse tema da computação ubíqua, que nada mais é do que a implementação perfeita da internet das coisas, ou seja, você tem todos os objetos ao seu redor conectados à internet, inteligência e tudo mais, e esse objeto conseguem fazer com que a sua experiência, sua interação com ele se torne muito fluida de forma que você deixa de perceber que existe computação e que existe inteligência naquelas coisas. Então, é o momento em que a computação se torna invisível porque a nossa vida foi praticamente toda automatizada. Então, olhando dessa forma é tudo muito bonito, incrível a gente ter esse nível de automação, essa autonomia que a gente vai ter  mas, em contrapartida, olhando pelo lado da segurança e das vulnerabilidades,  a gente vai ter nosso carro conectado à internet, a gente vai ter equipamentos médicos conectados à internet, a gente vai ter, enfim, objetos que estão na nossa casa e controlam coisas essenciais também conectados à internet. E se essas coisas  forem hackeadas? Então, os problemas de segurança digital nessa nova era que a gente está entrando terão consequências muito mais graves do que tem atualmente. Então, foi essa motivação que tivemos para criar a empresa e foi a partir dessa preocupação que tudo surgiu. Aí a gente se encontrou justamente na tecnologia de geolocalização, resposta para isso que foi criar uma nova identidade digital para as pessoas com base na maneira como ela se movimenta, com base nos locais que elas frequentam e isso é um comportamento único para cada pessoa, e usar essa nova identidade digital para conseguir autenticar você com segurança na internet das coisas e enfim na internet de forma geral.

Robson:  André, muito legal essa experiência, até onde você chegou com essa aplicação e essa jornada empreendedora. Mas, imagino que o começo tenha sido pouco mais desafiador. A gente queria que você também contasse para a nossa audiência como foi a experiência do processo da aceleração, de lançar o negócio e pegar o primeiro capital de forma relevante.

André: Contando um pouco do histórico, esse comecinho que falei para vocês já faz 10 anos, estamos empreendendo neste negócio há 10 anos e o primeiro grande desafio que a gente enfrentou quando era aluno universitário  foi o seguinte: essa visão toda de computação ubíqua, de internet das coisas, segurança etc, não era possível na época, então, o primeiro grande desafio que a gente enfrentou foi que era inviável alcançar essa visão com as tecnologias que a gente tinha disponíveis na época e no estado atual do mercado. Por que? Primeiro, internet das coisas estava só na academia, ainda não tinha por exemplo  infraestrutura de 5G, que é o que vai acelerar a adoção desse tipo de dispositivo. Esse é o primeiro ponto.

O segundo ponto é que as preocupações com segurança etc ainda eram coisa muito de pessoas técnicas. Há 10 anos não era tão comum coisas como hoje em dia, sei lá, o golpe do WhatsApp, pessoas tendo cartão clonado e etc. Então, a coisa acelerou muito ao longo do tempo né. E, principalmente, o terceiro desafio é que a privacidade era um tema também muito restrito não era como hoje que a gente tem, por exemplo, novas regulamentações chegando, a gente tem discussões de altíssimo nível acontecendo, tem escândalos de grandes empresas de tecnologia que tem deixado os dados de consumidores vazarem né...

Então, na verdade, a gente começou com uma ideia que não era viável para aquele momento e a gente teve que se adaptar. Para isso, a gente começou a aplicar essa nossa tecnologia de localização em outros casos de uso, esses primeiros casos que a gente testou não deram certo até que a gente acertou a mão no caso de utilizar essa tecnologia de localização do mercado publicitário.  Ah, então assim, é uma coisa bem distinta do que era nossa visão inicial do que a gente tá fazendo hoje, mas a gente viu que era a única oportunidade de negócio a curto prazo que a gente poderia atacar, então a gente adaptou nossa tecnologia para esse caso de uso. Só que até a gente conseguir encontrar esse caso de uso foram quatro anos ou seja, 4 anos que a gente passou empreendendo sem ter nenhuma receita né, e a gente também não tinha conseguido levantar investimento. A gente levou três anos para levantar o primeiro investimento, nosso  investimento-anjo, digamos assim. Nem eu nem meu sócio viemos de uma família rica que pudesse financiar a gente no começo. Então, a gente basicamente se virou com computador, internet e miojo por três anos mais ou menos, trabalhando do quarto de um dos sócios. Até que a gente de fato conseguiu pegar esse investimento e começar a construir esse novo produto. Lançamos e aí sim esse produto de publicidade cresceu super rápido. Depois que foi lançado, cresceu 100% ao ano, por cinco anos, e há três semanas a gente vendeu esse produto para o Magazine Luiza. Saímos do mercado de Publicidade que a gente sempre viu como um negócio transitório, que ia ajudar a gente a financiar a nossa visão e foi exatamente o que aconteceu. Ainda bem que a gente conseguiu acertar a mão  nessa primeira aplicação por que foi o que viabilizou a construção do produto que a gente tem focado hoje em dia.

Robson: Legal! Essa história está parecendo a do Elon Musk, a história de trabalhar no quarto. Não sei se ele comeu miojo, mas trabalhar no quarto com computador e sem dinheiro, parece que é a tônica dos empreendedores de sucesso... e aí, eu queria fazer uma pergunta que é a seguinte: quais foram as decisões que você tomou que te ajudaram a pivotar o seu modelo de negócio? Você passou quatro anos aprendendo, e aí você teve em algum momento uma decisão ou duas, ou um conjunto né, que te ajudaram a sair das 15 ou das primeiras 20 pessoas que estavam ali trabalhando com você para organização que vocês têm hoje. Quais foram essas decisões que vocês tomaram juntos ali?

André: No comecinho, a gente teve essa noção da questão do timing. Eu acho que por conta dessa mentalidade, a gente sempre foi muito aberto a experimentação, porque a gente sabia que, primeiro de tudo, era uma coisa transitória e que o propósito era financiar a nossa visão de longo prazo. Então, por conta dessa mentalidade, eu acho que a gente ficou muito desapegado de qualquer coisa e, consequentemente, a gente, por conta desse desapego, a gente conseguiu testar muito rápido ideias e jogar essas ideias fora também muito rápido. Então, de forma geral acho que esse foi o principal ponto e, quando a gente percebeu que a gente tinha acertado no produto, depois de três produtos que falharam, nosso quarto de fato começou a ganhar atração no mercado, a gente falou: beleza, vamos mirar nisso aqui e fazer esse produto de fato ter bastante sucesso. Enfim, acho que  principalmente a qualidade do produto que a gente construiu na naquela época foi o principal fator que fez ele ser bem-sucedido.

Carolina: Muito legal, André, e esse desapego de vocês provavelmente está na veia né… de ter realmente trabalhado essa coragem de vocês de arriscar e de conseguirem coisas novas. Inclusive, você agora está morando no Vale do Silício, que tem algo místico né, todos os empreendedores miram no Vale do Silício e uma curiosidade é que você se mudou um pouquinho antes dessa pandemia começar, e queria que vocês nos contasse um pouquinho como tem sido sua experiência. Quais foram as principais dificuldades que você enfrentou aí nesse comecinho de experiência Internacional e como é também contratar gente fora do Brasil?

André: A gente sempre teve o objetivo de ser uma empresa global. A nossa visão de longo prazo de internet das coisas etc, eu acredito que não dá para construir de outro lugar que não seja o Vale do Silício. Por que? Porque aqui ainda existe uma concentração muito grande das maiores empresas de internet. Elas geralmente ditam as tendências do que vai acontecer no restante do mundo em relação ao tema e eu acredito que essa próxima geração de computadores mais uma vez vai ser definido daqui. Então, se o nosso software não está aqui, a gente não consegue dominar esse mercado. Acho que a gente não consegue virar um player global e, sinceramente, acredito que para o desafio que a gente está indo atrás, não vai ser aquele aquele tipo de mercado que você tem várias players. Você vai ter que de fato ter uma posição de liderança quase inteiro. Então, a gente quer ser essa empresa, eu notei que faz diferença grande. Eu vinha para cá frequentemente, e depois que eu pude começar a falar que eu estava morando aqui, meio que virou uma chave na cabeça das pessoas, como se eu tivesse levando a sério ao trazer a empresa para o Vale do Silício, e a minha percepção é que as pessoas daqui se tornaram muito mais abertas a ajudar do que quando eu era apenas, digamos assim, um viajante.

Finalmente, sobre o ponto de recrutamento de talentos, uma das coisas que eu acho única do Vale do Silício é a possibilidade que você tem de contratar especialistas para qualquer coisa em relação à tecnologia. Por exemplo, a gente trouxe uma diretora de customer services, um chief marketing officer e para dar  alguns exemplos para vocês, essa pessoa que a gente trouxe para liderar vendas anteriormente liderou o departamento comercial de uma empresa que se tornou líder global no segmento de autenticação baseada em risco. Então, a pessoa que entrou na sua empresa quando havia 20 pessoas levou essa empresa até uma aquisição de bilhões de dólares, Então, passou por todos os estágios e escalou a operação comercial dessa empresa como um todo. Você não encontraria um profissional como esse no Brasil, por exemplo, pelo simples fato de não ter o histórico de uma empresa do segmento de segurança que se tornou um expoente Global como essa empresa. O mesmo se aplica à pessoa que a gente trouxe para liderar o time de marketing. Então, você consegue achar esses experiências aqui com muito mais facilidade e isso eu acredito que é o principal diferencial para empreender aqui. Ao mesmo tempo que tem essa disponibilidade, tem também uma competição gigantesca para atrair esse tipo de profissional, não é fácil, a gente levou alguns meses para poder fazer essas contratações mas agora que que estão conosco, eu tô bem bem animado com o que está acontecendo.

Robson: Me diz uma coisa, a gente tem acompanhado algumas notícias de um projeto que vocês desenvolveram para apoiar nesse momento da covid-19, para monitorar a questão da movimentação das pessoas na quarentena. Você consegue comentar um pouco mais desse projeto? Como saiu do papel? Eu acho que esse projeto teve bastante notoriedade aqui no Brasil, a gente tem acompanhado de perto as informações da mídia.

André: Esse projeto acabou sendo uma coisa que tomou proporções muito grandes de forma muito rápida. Tudo começou em março no meio de toda aquela discussão de quarentena, isolamento etc, e no momento que a gente entendeu a forma como esse vírus se espalha, a gente entendeu que tinha de fato uma maneira de mapear isso. O que a gente pensou na época era: os governantes estão lutando numa guerra sem ter um mapa, ou seja, eles não sabem como essa coisa está se espalhando e estão precisando tomar decisões sem nenhuma visibilidade. Então, a gente entendeu que poderia entregar esse mapa na mão deles. A gente construiu uma ferramenta que basicamente fazia o seguinte: media para todas as regiões do Brasil o percentual de pessoas que estavam saindo das suas casas em cada um desses locais, então, meio que a gente mapeava um bairro e falava: nesse bairro 50% das pessoas estão saindo de casa todos os dias, nesse outro bairro, 30% das pessoas estão saindo de casa, e isso conseguiu ajudar os governantes a, primeiro, direcionar melhor a campanha de conscientização, mas também a tomar melhores decisões em relação às políticas de isolamento. Então, por exemplo, qual categoria do varejo eu deveria abrir? Com o nosso dado, ele conseguia ver qual era o fluxo por cada categoria para tentar entender qual era o risco de infecção em cada tipo de local desse, e a medida que iam sendo feitos os estudos, os estabelecimentos iam sendo liberados. Acho que essa foi a principal contribuição da gente tanto é que, 25 dos 27 estados adotaram essa solução, diversas prefeituras também começaram a usar essa essa essa solução. Tudo isso, gratuitamente. A gente fez isso como doação para todo mundo. A gente foi sempre também muito transparente em relação à questão de privacidade, porque ninguém gosta da ideia de ter o governo acessando o seu dado. Só que na verdade a gente não estava olhando para o indivíduo, a gente estava olhando para a região, então, a única coisa que o governo tinha acesso era literalmente ao mapa com o percentual de pessoas que estavam saindo de casa em cada ponto do mapa. Não tinha o nome de ninguém, não tinha nenhum celular sendo rastreado ou coisa do gênero.

Carolina: Muito legal, André. Agora a gente vai passar para um ping pong com  perguntas e respostas rápidas. Qual foi o melhor pitch que você já já fez e qual foi o seu pior pitch?

André: O melhor pitch que eu já fiz foi em uma conferência em Nova York no ano passado, da Valor Capital, que é um dos nossos investidores. Eles fazem um encontro anual e depois do pitch eu falei que tinha acabado de me mudar para os Estados Unidos e queria ajuda para me apresentar a pessoas. E foi legal porque quase metade das pessoas que estavam no evento entraram em contato comigo e fizeram pelo menos uma apresentação para mim, então foi bastante produtiva eu diria. A pior, acho que talvez tenha sido a nossa primeira apresentação para uma banca de investidores. Foi um evento de startups e um dos investidores falou que a nossa ideia era inviável, que a gente era só um bando de estudantes sonhadores e que era melhor a gente procurar outra coisa para fazer.

Robson:  Quem é o empreendedor que você mais admira?

André:  Legal, vou ser bem clichê aqui mas eu realmente gosto muito do Jobs porque eu acho que ele dá um valor à intuição e às ideias muito maior do que a grande maioria dos empreendedores.

Carolina: Qual foi o maior erro que você cometeu como empreendedor?

André: Acho que isso conecta com o que eu falei lá da minha admiração pelo Steve Jobs que é esse negócio de acreditar na intuição. Os maiores erros até então foram aqueles em que eu não acreditei na intuição e que dei mais voz às pessoas que estavam assistindo do lado de fora. Para dar um exemplo, a gente sempre teve nessa mentalidade de que o negócio de publicidade era transitório para gente e que a gente ia sair dele em algum momento. Mas, no ano passado, a gente começou a ter um pouco mais de dificuldade para crescer o negócio, a concorrência com players como o Google e Facebook se intensificou e eu queria até ter feito essa essa venda aí mais rápido.

Robson: E qual foi o maior acerto, o grande orgulho que você teve até agora nessa jornada como empreendedor?

André:  Então, está conectado com a mesma história inclusive. Uma vez que a gente percebeu o erro que a gente tinha cometido, a gente corrigiu rápido e pivotou assim com muita convicção né. Beleza, vamos mudar o modelo da empresa, vamos focar nessa parte de autenticação sem fricção, segurança etc. E a gente deu esse pulo assim do precipício sem saber exatamente onde ia parar porque nosso produto ainda é bastante recente mas, hoje em dia, a gente já tá com a projeção do ano que vem com resultado maior do que o dobro do que o melhor ano da gente em publicidade.

Carolina: Como que vai ser a Inloco no futuro?

André: Acho que daqui a algumas gerações a gente vai ter pessoas que não vão saber o que é um computador, porque a computação vai estar tão presente na nossa vida e vai estar tão invisível ao mesmo tempo né, que as pessoas nem vão saber o que é que essa máquina significa. É esse futuro que a gente quer construir, a gente quer escrever o último capítulo da computação.

Carolina:  Sensacional! Já tô imaginando várias coisas e tenho certeza que todo todo mundo …

Robson: Inspirador!

Carolina: … todo mundo vai pensar nesse mundo sem computador e totalmente conectado. Bom, André, muito obrigada, foi muito inspirador te  ouvir e conhecer um pouco da história da Inloco. Eu convido a todos aqui a conhecer um pouco mais, ir a fundo e entrar nesse mundo da geolocalização, da computação ubíqua que conheci hoje aprendi um pouco mais. André, parabéns pela história e sucesso para você e a Inloco no Vale do Silício, no Brasil e no mundo todo. Parabéns e obrigada!

André: Muito obrigado.

Robson: Muito obrigado, André.

André: Vai ter software brasileiro rodando aqui no Vale do Silício.

Robson: É isso aí, carrega a nossa bandeira!


     

 

 

 

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