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Alternativas para a sucessão e expansão em negócios familiares

São muitos os desafios na administração de empresas familiares quando chega a hora da aposentadoria.

Empresário em pé na sala vazia refletindo sobre sucessão em seu negócio familiar

11 de junho de 2021


Uma empresa familiar de legado sólido, história centenária e liderada por gerações é algo admirável, ainda mais em um cenário complexo, de instabilidade econômica e acirramento do mercado.

Boa parte do sucesso desses negócios familiares, ao longo de gerações, está diretamente ligado ao processo sucessório. Com planejamento e execução especializada, as transições ocorrem de forma equilibrada, seguindo os passos de um plano estratégico e descobrindo novos caminhos para a expansão da organização. O que não diminui a complexidade, mas proporciona segurança para a liderança e o bem-estar organizacional.

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A importância do fundador na empresa familiar

Seja qual for o tamanho e o segmento da organização, a passagem de bastão desafia habilidades operacionais e exige inteligência emocional. Nos casos em que os familiares possuem algum tipo de cargo, o clima organizacional tende a ser de maior proximidade. O fundador, na atribuição de líder, transmite sua essência à empresa e as personalidades se integram, criando assim um vínculo com a figura pessoal.

Com o intuito de perpetuar os princípios do fundador, concedendo solidez ao negócio, os herdeiros precisam estar ambientados e conscientes das ações empresariais. Uma forma de promover isso, é a partir da criação de um conselho de administração, para que os membros da família tenham a oportunidade de acompanhar a gestão e até mesmo contribuir para as estratégias organizacionais.

É válido ressaltar que o planejamento sucessório não se trata do processo de retirada do fundador, e sim, uma preparação para evitar conflitos interpessoais e permitir a prosperidade do negócio.

Os desafios da mudança de gestores em empresas familiares

Cada caso possui suas particularidades. A elaboração do planejamento precisa abranger os interesses do fundador, as relações familiares, a qualificação do sucessor e, principalmente o futuro do negócio. Diante dos conflitos de objetivos, surgem alternativas para manter a participação dos resultados e a continuidade da organização, mesmo com a redução da atuação operacional da família.

A velocidade da transformação de exigências do mercado, com base em concorrentes cada vez mais focados em inovação de produtos e serviços, põe à prova a capacidade de adaptação das empresas. Dessa forma, a falta de interesses nos negócios e a pouca experiência de herdeiros candidatos à sucessão levam gestores a perpetuar o seu legado de outra forma, como a venda ou a terceirização da participação.

Seja qual for a solução encontrada, o planejamento desse período transitório deve ser levado a sério. As vantagens, como resolução de conflitos familiares e tomada de decisões responsáveis, resultam de um longo processo de reflexões profundas e avaliação de interesses.

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Estruturação dos negócios, reavaliação de processos e revisão de atribuições

Como forma de garantir o bom funcionamento da empresa e deixá-la estrategicamente preparada para o sucessor, deve-se realizar um trabalho de estruturação. Nesse sentido, cargos de liderança, processos, além dos próprios produtos e serviços, precisam ser discutidos. Existem opções de consultorias específicas para esse momento de transição, ajudando pequenos ou grandes empreendimentos nessa tarefa.

Se a empresa não possui herdeiros disponíveis para o preenchimento do cargo de gestor, vale buscar entre os talentos internos ou até mesmo profissionais do mercado. A participação da família nas decisões de negócios, nesses casos, fica focada no conselho de administração, sem que se abra mão dos benefícios e resultados da empresa.

A atenção dedicada à preparação da sucessão traz mais garantias para o futuro do negócio. Saber preparar o terreno para os que estão por vir é o grande segredo que separa as empresas familiares entre o fim das atividades ou a continuação do legado.

Como planejar a sucessão dos negócios?

Ao elaborar o planejamento sucessório, os desafios da nova administração devem ser estudados e gerenciados, passando pelo acompanhamento ativo da diretoria.

A mudança de gestão deve ser realizada com segurança pela administração em processo de sucessão e pela que irá assumir. Isso contribui para a construção de um ambiente de confiança entre gestores e colaboradores. A preservação dos valores e a missão da empresa reforçam a essência para que a mudança não crie a sensação de que o legado foi deixado para trás.

Preparo do sucessor para a liderança

A escolha do profissional certo para o cargo de gestão, assim como seu perfil e habilidades, devem ser bem avaliados, mesmo que se amplie as possibilidades para além do círculo familiar. Promover oportunidades de capacitação e vivências ao candidato ajuda a fortalecer a eficiência da decisão.

Divergências e conflitos em organizações familiares

Alguns desacordos são comuns durante a transição de liderança. Os impactos de interesses pessoais devem ser mitigados por meio de uma mediação inteligente e proativa. Estabelecer regras prévias para o funcionamento das ações ajuda a prevenir desconfortos.

Funções delegadas exclusivamente ao gestor

Quando os membros da família estão envolvidos, dividir responsabilidades é uma forma de compartilhar conhecimento. Assim, o sucessor pode se beneficiar dessa experiência e, dessa forma, aprende aos poucos sobre a rotina de operações da empresa.

Sintonia com o futuro

Não tem como fugir: adaptar-se às evoluções é algo necessário para o crescimento dos negócios e prosperidade da organização. Uma empresa sem inovação fica enfraquecida, perdendo espaço para concorrentes. Além disso, sem modernização, processos se tornam obsoletos, assim como serviços e produtos, podendo levar a companhia ao fim das atividades.

Tipos de sucessão para empresas familiares

O processo relativo à sucessão é necessário em qualquer modelo de negócio. De acordo com a estratégia traçada, diferentes modelos podem ser aplicados. Trata-se de um recurso fundamental para a longevidade da empresa e ainda uma ferramenta de proteção nos casos de indisponibilidade imprevista da liderança. Dentro do cenário familiar, algumas alternativas são mais adequadas, sobretudo diante da perspectiva do envolvimento de familiares ou participação pós-transição.

Sucessão familiar

É uma modalidade bastante usual que se trata da transferência de cargos de gestão entre membros da mesma família. Um exemplo é quando um herdeiro ou outro familiar assume a administração e participações da empresa.

Nesse caso, é necessário planejamento societário, em que os cargos e os ocupantes são definidos por meio de um processo preciso. As habilidades e a performance do candidato precisam ser avaliadas sob um ponto de vista técnico. Conflitos de interesses e questões sentimentais devem ser removidos do caminho, o que demanda esforços e pode desgastar o gestor.

Dessa forma, o foco deve estar no planejamento do processo sucessório e no reforço para a execução. Capacitação do sucessor, avaliações, planos de curto, médio e longo prazo e apoio especializado oferecem condições seguras e favoráveis para o desenvolvimento da empresa.

Avalie as opções para o seu negócio, além da sucessão familiar

Sucessão por contratação de CEO

Sem candidatos da família à sucessão, uma alternativa é a contratação de um gestor. A participação nos negócios permanece sendo atribuída a um terceiro para administração e tarefas operacionais. Por meio da criação de um comitê de consultores, é estabelecido o controle sobre decisões importantes e performance da empresa.

A seleção pode acontecer entre profissionais de fora ou no próprio quadro de colaboradores, sendo que a segunda opção sempre é a mais indicada, por exigir menos esforços e viabilizar a sucessão por alguém que já está inserido na cultura organizacional. Em ambas as situações, o processo de revisão hierárquica e preparação sucessória precisa ser estruturado. O envolvimento de consultores e profissionais capacitados no tratamento de questões tributárias, jurídicas e demais pontos relacionados à transição evita contratempos.

Sucessão empresarial

Em um contexto mais amplo, a sucessão trata-se de qualquer transferência de patrimônio e administração organizacionais entre pessoas jurídicas. Junto de suas ocorrências, existem os casos em que uma empresa familiar disponibiliza parte ou integralmente ações e capital para a compra, uma opção de rendimentos e alinhamento de interesses entre os membros da família e a expansão dos negócios.

Com o objetivo de manter a posição no mercado e contemplar bons desempenhos, muitas empresas familiares sem perspectiva de sucessão optam pela venda. A princípio, a ideia pode até parecer desconfortável, ainda mais considerando a história por trás do empreendimento da família. Contudo, diversas ofertas de negociação e modelos de aquisição ajudam a mitigar esses anseios. Para isso, é necessário agir estrategicamente com os compradores e conhecer a fundo a situação e as perspectivas da empresa.

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