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Edição 45

Alerta: riscos emergentes no radar - Edição 45

31 de janeiro de 2019
Imagem ilustra um ponto de interrogação sob linhas laranjas

Quais assuntos representam um risco potencial e, portanto, devem estar no radar de CEOs, estrategistas e executivos que ocupam postos de comando em empresas de diferentes portes e segmentos de atuação com negócios no Brasil? Para responder a essa pergunta, o ACI Institute Brasil questionou sócios da KPMG e elaborou uma relação de novos temas que merecem atenção.
O ACI Institute foi criado nos Estados Unidos, em 1999, pela KPMG International, com o objetivo de disseminar a importância da governança corporativa no ambiente de negócios. Hoje, o ACI Institute está presente em 39 países, incluindo o Brasil, onde chegou em 2004. No País, os mais de 600 membros atuam em conselhos de administração, conselhos fiscais ou comitês de auditoria.
Em um mundo globalizado, nenhuma questão fica restrita a um país ou região. Ao contrário: as decisões da União Europeia podem afetar as exportações brasileiras, que, por sua vez, podem sofrer uma oscilação de preço que vai atingir a China. Essa complexidade exige rapidez e visão estratégica das organizações. É indispensável que os Conselhos de Administração exerçam seu papel com diligência e olhar atento às perspectivas.

No Brasil, o ACI Institute identificou a incerteza política e econômica e a questão da disrupção versus investimentos corno tópicos mais importantes para os próximos meses. Confira, a seguir, algumas conclusões do levantamento realizado. Incerteza política e econômica no Brasil: As polêmicas que cercam a aprovação de reformas estruturais importantes, como a da Previdência, acarretam consequências corno a alta volatilidade da moeda e impactos da inflação no modelo de consumo. Preparar-se para lidar com esse cenário de incertezas é uma necessidade primordial.

Disrupção x Investimentos: A inovação rápida e constante exige que as empresas sejam hábeis em adaptar-se aos novos cenários para não cair na obsolescência, seja no que diz respeito aos equipamentos, seja no âmbito dos modelos de negócios, ou, ainda, na adoção de novos sistemas e de novas tecnologias. A disrupção precisa estar na pauta do Conselho de Ad-ministração — e, sempre, sob a perspectiva da viabilidade financeira. Por exemplo: qual é o percentual da receita da empresa que está sendo destinado ao financiamento de projetos de inovação e ao desenvolvimento de novos modelos de negócio? Quais são os indicadores de performance (KPIs) em uso? Quanto de esforço será direcionado especificamente para esse objetivo? Com o impacto das novas tecnologias, corno a empresa está se reposicionando em relação a seu próprio modelo de negócio?

Vamos aprofundar a análise deste último tópico.

Sidney Ito & Fernanda Allegretti
Icone Grafico

a. D&A: Precisão do modelo analítico

Em Data & Analytics (D&A), 70% das organizações acreditam que o uso de D&A pode acarretar alguma forma de risco, de acordo com o Building Tnast in Analyties, estudo realizado pela Forrester Consulting a pedido da KPMG. Os principais riscos referem-se à violação de dados dos clientes, muitas vezes comercializados como se fossem um ativo como qualquer outro. Convém que as empresas mantenham uma estrutura de governança apropriada, dotada de profissionais aptos a administrar mudanças tecnológicas dentro dos parâmetros legais adequados e a incentivar a inovação.

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b. Confiança nos dados

Elaborado pela KPMG, o estudo Guardians of trust: Who is responsible for trusted analytics in the digital age? indica que apenas 35% dos executivos seniores da área de Tecnologia da Informação (TI) têm um alto nível de confiança na análise de dados de suas próprias organizações. É fundamental analisar os principais motivos dessa falta de confiança e empregar esforços para aprimorar a infraestrutura de dados, seu manejo e toda a cadeia de atividades e de profissionais responsáveis por conduzir a estratégia de transformação digital da companhia.

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c. Lei Geral de Proteção de Dados(LGPD)

Sancionada em agosto de 2018, a Lei 13.709, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que tem corno objetivo assegurar o respeito ã proteção de dados, entrará em vigor em fevereiro de 2020, mas as empresas já devem estar atentas para atender as novas diretrizes legais. Inspirada no Regulamento Europeu sobre Proteção de Dados Pessoais (General Data Privacy Regulation - GDPR), a LGPD regula o tratamento de dados pessoais por entidades privadas e públicas e estabelece regras e princípios para coleta, armazenamento, processamento e transferências de dados pessoais por pessoas físicas e jurídicas. As multas para quem descumprir as novas regras podem drogar a 2% do faturamento anual da entidade violadora, com teto estabelecido em R$ 50 milhões. Como consequência, é altamente provável que as empresas precisem ampliar investimentos em ferramentas tecnológicas e na contratação de profissionais capacitados para as áreas de TI, assessoria jurídica e segurança cibernética, além de revisar contratos com prestadores de serviço, fornecedores, colaboradores, entre outros.

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d. Ameaças cibernétivas

Pesquisa realizada pela National Association of Corporate Directors, uma entidade que reúne conselheiros de administração norte-americanos, indica que 58% dos Conselhos de Administração consideram que o risco cibernética é o mais difícil de ser supervisionado. Em outra pesquisa, produzida conjuntamente pela KPMG e a , constatou-se um crescimento de 23% no número de empresas que passaram a priorizar a segurança cibernética. As prioridades operacionais que mais cresceram em relação ao levantamento do ano passado foram: cyber security(+23%) e o gerenciamento de riscos operacionais e compliance (12%).

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e. Nova era da inteligência regulatória

A pesquisa intitulada Maturidade do Processo de Gestão de Riscos no Brasil, realizada pela KPMG, mostra que os riscos regulatórios lideram as preocupações das empresas. Justamente por isso — e pelos altos custos que o cumprimento de todas as diretrizes regulatórias tende a demandar — a função regulatória tornou-se um dos alvos da transformação digital. O LegalTech Mining Report, realizado com apoio da KPMG, demonstra que o Brasil já tem mais de 120 Legal Techs (startups especializadas no mercado juridico nacional). O uso de tecnologias inovadoras, como Robotic Process Automation, inteligência Artificial, Data & Analytics e Blockchain, pode proporcionar uma verdadeira revolução no modo de operacionalizar as obrigações regulatórias, inclusive dispensando o manejo e o armazenamento de documentos fisicos.

Icone cofre

f. Inadimplência do ICMS

Em 2018, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a inadimplência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) configura crime de apropriação indébita tributária. Isso ocorre porque o ICMS está embutido no valor dos produtos. Logo, o consumidor o paga involuntariamente, e o empresário que deixar de recolher o tributo ao Estado estará se apropriando indevidamente dos valores já pagos por terceiros. A consequência prática e imediata desse entendimento, que ainda sera avaliado no âmbito do Supremo Tribunal Federal (ST F), é a criminalização da inadimplência tributária não só do ICMS, como de outros tributos repassados nos preços dos produtos ou serviços.

Icone Guerra fiscal entre os estados

g. Guerra fiscal entre os estados

Esqueça o tempo em que inglês fluente, MBA e experiência profissional eram os principais pontos a serem analisados em um currículo. De onde veio esse currículo? Como o dono do documento fará para atualizar os dados quando necessário? Por quanto tempo — e onde —eles serão armazenados?

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