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Business Insights

Estrangeiros rumo ao Brasil - e vice-versa! - Edição 44

1 de dezembro de 2018

A organização que contrata ou transfere um profissional expatriado deve, portanto, estar atenta a todos os detalhes. Por exemplo: aplicação do tipo correto de visto (normalmente, o visto de trabalho vale por dois anos); legislações trabalhista e previdenciária, bem como obrigações tributárias e acessórias, às quais o profissional expatriado e a empresa contratante ficarão subordinadas; e, principalmente, dar ao expatriado orientações que possam ajudá-lo a melhor inserir-se no novo universo do qual fará parte. Também é fundamental alinhar expectativas e deixar todos os detalhes muito bem explicados: a empresa oferecerá cursos para atualizar o profissional acerca de normas ou regras vigentes no país de destino? Ele terá ajuda de custo para realizar a mudança? Em caso positivo, de quanto, exatamente, será esse valor? Haverá assistência escolar para os filhos do expatriado? O contrato tem um tempo pré-fixado? São questões que, num primeiro momento, parecem óbvias. Mas náo sáo. Devido ao alto investimento de um processo de expatriaçáo, é fundamental que a empresa que adota a política de fazer intercâmbio internacional entre seus colaboradores mostre que não se trata de uma simples transferência, mas de uma oportunidade ímpar de aperfeiçoamento e evolução pessoal.

Vale lembrar que a história da humanidade está repleta de exemplos de interações entre diferentes povos, e o quanto isso os enriqueceu: os cavalos foram domesticados na Ucrânia, sudoeste da Rússia e oeste do Cazaquistâo há cerca de 6 mil anos, e as carroças, possivelmente, foram inventadas no Oriente Médio - da junção desses elementos surgiu a possibilidade de o homem percorrer grandes distâncias, levando consigo armas e mantimentos.

Outro exemplo divertido de interação remete à culinária: o macarrão só pôde ganhar seu "melhor parceiro", o molho de tomate, porque os navegadores europeus chegaram às Américas no final do século 15 - sim, o tomate é originário do continente americano, e seu potencial gastronómico demorou a ser descoberto. Durante muito tempo, o fruto era usado apenas como enfeite: sua "estreia" nos pratos ocorreria apenas em 1692, em uma criação do cozinheiro favorito de Carlos IV, Rei da Espanha. Mas, como acompanhamento de massa, demoraria mais ainda - o primeiro registro data de 1790, quando o chef italiano Francesco Leonardi publicou L' Apicio Moderno, uma coleção de livros de receitas em seis volumes.

Ou seja: desde sempre, a interação entre estrangeiros é rica e produz frutos. No mundo contemporâneo, em que as distâncias foram encurtadas pelas tecnologias, ainda permanecem algumas barreiras culturais, mas também existem convergências cada vez maiores entre os diversos povos - não por acaso, convergências existem até no campo das Normas Contábeis. Entre as fronteiras tênues e os usos e costumes que nos intrigam, reside a possibilidade de crescer e aprender. A expatriação de profissionais vive exatamente nesse nicho: do aprimoramento, do ganho de qualidade. Resta apenas fazer tudo da melhor forma, para que se evite qualquer sobressalto e os melhores resultados sejam colhidos

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